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Religião ou Avivamento?
Pedro já conhecia muito bem a Jesus, mas agora estava sendo ensinado pelo Espírito Santo, desde Pentecostes em Atos 2. E que experiências poderosas! Até que foi preso e apresentado perante o Sinédrio por conta da cura do coxo na porta do Templo.
O Espírito Santo queria transformar e preparar Pedro de uma forma mais profunda. Veja que ele negou Jesus três vezes, quando estava junto com João, por se sentir intimidado pela criada da porta da casa do sumo sacerdote. (Jo 18:1217). Mas agora, depois de Pentecostes, ele já estava completamente cheio de autoridade, falando ousadamente na presença do próprio sumo sacerdote, em plena reunião das autoridades (At 4:5-14). Ainda assim, embora estivesse se movendo em poder, ele era religioso. Não conseguia entender que o Espírito continua sempre se movendo, para cumprir seu propósito. Ele já conhecia Cornélio (At 10:1-8), embora Cornélio, que temia a Deus, não O conhecesse. Mas Ele queria a vida de Cornélio, sua casa, e acima de tudo, a expansão do Evangelho aos gentios.
A conversão de Cornélio era maior do que ele próprio e sua família. Era mais uma oportunidade para Deus continuar a abrir o evangelho a todos. Era estratégica! E para isso, Deus teve que “convencer” Pedro, que ele podia continuar em movimento, um tempo novo estava diante dele... mas, que dificuldade. (At 10:9-16) Deus teve que falar com Pedro 3 vezes... (aliás, parece que era um procedimento normal para falar com Pedro... lembra? “Tu me amas?Apascenta minhas ovelhas”)... Deus tinha pressa... mal acabou de dar esta visão, e as pessoas já estavam na porta de Pedro! E por que Pedro obedeceu, o Espírito fez algo espetacular: derramou Seu poder sobre as pessoas enquanto a Palavra ainda era pregada. Um grande avivamento. Não foi necessário nem que a pregação acabasse (At 10:17-48). Apesar disso, depois desta experiência, Pedro voltou para uma religiosidade, no caso, judaísmo. E foi até mesmo censurado por Paulo, por este motivo em Gl 2:11-14.
Bem, não somos melhores do que Pedro. Temos diante de nós, o tempo todo, as mesmas escolhas... parece que nisso, nada mudou. Aprendendo com ele, vemos que não podemos cristalizar experiências anteriores, por mais poderosas que tenham sido, por mais estratégicos que tenhamos sido, crendo que, por bem sucedidas, nossas experiências se repitam sempre da mesma forma. Creio que estamos em um tempo em que precisamos abrir mão das experiências antigas com Deus, pois Avivamento pressupõe o novo. Refrigério e novidades.
Somos chamados a desejar e crer no novo de Deus. Sermos surpreendidos por Ele. Esta foi nossa busca nestes dias que antecederam a data de Pentecostes. Neste ano nossas reuniões foram muito mais livres, proféticas, poderosas. E recebemos muito. Mas tenho certeza que Deus sempre tem mais! Então, o que nos prende? Formas religiosas? Experiências antigas? É tempo de obedecermos à voz do Espírito. Deixemos nossa religião evangélica de lado, e vamos juntos para lugares novos, em Nome de Jesus (não precisamos que ele nos chame 3 vezes). Menos religião e mais Jesus. Avivamento, já!
Haroldo maranhão, pastor
haroldo.maranhao@uol.com.br
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