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“Porque um MENINO nos nasceu, um FILHO se nos deu” Isaías 9.6
O profeta Isaías está proclamando (700 anos antes de Cristo) a vinda e o ministério do Messias. Ele usa duas palavras para esta manifestação divina: “menino” (do hebraico yeled) e “filho” (do hebraico ben). O menino nasceu, e o filho foi dado. Está referindo-se à mesma pessoa (Jesus Cristo) – em duas etapas diferentes – para revelar um propósito eterno. O Filho que foi dado é a razão para o Menino ter nascido. A manjedoura do Menino foi necessária para que fosse legítimo o trono do Filho.
Nesta época do ano todos se voltam para uma estrebaria em Belém. “Porque um menino nos nasceu”. Estão tão envolvidos por um “espírito natalino”, animados com os encontros familiares e troca de presentes, que nem sequer percebemos (e nem queremos perceber!) que esta tradição foi inspirada numa festa dedicada ao nascimento de Mitra, o deus sol persa, adotado pelos romanos para fechar a semana orgiástica das homenagens a Saturno, o deus da agricultura.
Por trás destas festividades pagãs com roupagens cristãs existe um acontecimento (sem data definida) que dividiu o tempo em dois: antes e depois de Cristo. E aqui entramos na segunda etapa: “...um filho se nos deu”. Esta foi a palavra que o anjo falou a Maria: “...darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus (YESHUA = Deus é salvação). Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1.31-33).
O Menino nasceu para ser o Filho que governa: “...e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim” (Isaías 9.6,7). Para isto Ele nasceu, morreu e ressuscitou: “para ser Senhor” (Romanos 14.9), “...a esse mesmo Jesus, a quem vós crucificaste, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2.36), “...Deus o exaltou soberanamente...para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho...e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor” (Filipenses 2. 9-11). O próprio Filho declarou: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra” (Mateus 28.18). E, por fim, esta é a visão apocalíptica. Ao redor do trono, miríades de miríades e milhares de milhares de anjos, seres viventes, anciãos e todas as criaturas declaram: “Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 5.11,13).
Você, que está ce-lembrando o nascimento do Menino, já se submeteu ao senhorio do Filho?
Você consegue ver o trono enquanto contempla a manjedoura? Definitivamente, o significado do Natal não está numa festa que homenageia uma divindade pagã disfarçada de Jesus, e sim no impacto que a autoridade do Filho exerce sobre minha vida!
Isto faz alguma diferença para você?
Feliz Nascimento, Feliz Reinado!
Robério Alves, pastor
roberio@ccj.com.br
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