Falando Grego

O grego é o idioma original do Novo Testamento, e não é conhecido em nosso país. A dificuldade com esta língua ajudou a criar um estigma (do grego “stígma” = marca, cicatriz) ruim. Quando alguém não está entendendo alguma coisa, e acha que o outro ensina de um modo complicado, diz: “Você está falando grego prá mim!”. Esta coluna pretende simplificar o texto grego, revelando que esta língua existe para esclarecer e aprofundar a mensagem de Deus para sua vida. “Falando Grego” criará uma nova marca!

A palavra de hoje é: “oida” (οιδα), traduzida para “conhecer, compreender, saber”, como em Efésios 1.18: “...sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”.

A tradução não explica tudo. Este verbo (oida) é derivado (porque as palavras têm suas famílias) do verbo “eidon” (ειδον), que significa “ver”. Ou seja, o “saber” de Efésios 1.18 não é o “saber” que sabemos no sentido de um simples assentimento intelectual, uma compreensão pelo raciocínio lógico. Este “saber” é como quem vê, conhecendo pelo que viu. Imagine você lendo a descrição sobre uma pintura ou um lugar, e depois vendo a própria pintura ou o próprio lugar. São modos diferentes de conhecer.

A nossa língua portuguesa não diferenciou na apresentação do termo “conhecer” para explicar o seu significado mais profundo. Aqui entre nós “conhecer” é “conhecer”. Mas, falando grego, você descobre que há um conhecimento revelado, quando o lido é descoberto, o estudado é visto. Foi neste sentido que o apóstolo escreveu em 1 Coríntios 2.11,12: “Pois, qual dos homens entende (eidô = “ver”) as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu (eidô) senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus a fim de compreendermos (novamente “eidô”) as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus”.

Você já teve esta experiência? Não apenas ler ou ouvir, mas VER a palavra? O texto, ainda que tão lido e conhecido, renova-se diante dos seus olhos! É por causa de um conhecimento que está atrás do conhecimento tal qual um véu que cobre o livro , que aconselhamos fazer sempre esta oração:

“Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei”
.
(Salmo 119.18)

Engreguemo-nos!

Robério Alves pastor e mestre
roberio@ccj.com.br


 
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